segunda-feira, 2 de julho de 2012

Conclusões do Seminário sobre Patrimônio Cultural


 A realização de uma série de oficinas específicas com vistas à efetiva proteção do patrimônio cultural caxiense, desde o tombamento do Complexo Cultural Oscar Niemeyer até o registro de bens imateriais como o terreiro de Joãozinho da Goméia, as folias de reis e depoimentos pessoais sobre o desenvolvimento de Duque de Caxias, foi decidida no seminário “O Patrimônio Cultural em Questão”, promovido pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo no último dia 28, na Ordem dos Advogados do Brasil.
            A reunião das entidades fazedoras da Cultura caxiense para a execução de uma política cultural centrada nos anseios do povo e cuidadosamente planejada em conjunto é, segundo a idealizadora, professora Gladis Braga Figueira, uma conquista permanente. Resta atender antigas reivindicações de aperfeiçoamento técnico-administrativo, equipamentos, boas condições de trabalho e, ocasionalmente, consultores atuantes nas mais variadas áreas do conhecimento - arquitetura e urbanismo, informática, engenharia, arqueologia e paisagística - além de dotação orçamentária adequada.
            Os conferencistas do INEPAC/RJ (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), Sergio Linhares Miguel de Souza, Alberto Taveira, Lucio Enrico e Rafael Azevedo Fontenelle Gomes, todos com título de mestrado, discorreram acerca do conceito de patrimônio cultural, processos de tombamento de bens materiais e registro de bens imateriais, legislação, preservação e conservação e articulação da política cultural com o desenvolvimento urbano e o turismo. Ao final, esclareceram todas as dúvidas dos participantes a respeito desses assuntos, fazendo ainda distribuição e sorteio de livros aos mais interessados.
            A professora Gladis Figueira observou que, pela primeira vez na história a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, representada pelo coronel José Carlos Santos Junior, veio articular-se com a comunidade da Taquara, através da recém-criada Associação de Amigos do Museu Histórico Duque de Caxias para a fim de dinamizar  aquela unidade museológica, erguida no local de nascimento de Luiz Alves de Lima e Silva em  1972.
Nessa ocasião, o professor Daniel de Lima Martins, diretor da AMISHCA, apresentou a proposta de realização de oficinas acerca de aspectos específicos do tema, o que proporcionará a todos uma visão unificada das questões da cultura local.
Ao anunciar a aprovação da proposta por unanimidade e agradecer a OAB, a professora Gladis disse que, com esse gesto, consolidava-se a integração solidária da Administração Municipal com o Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, e mais o Curso de História da Unigranrio (na pessoa da professora Ângela Roberti), Faculdade Flama (Maria do Carmo Gregório), Associarte (Maria Helena do Espírito Santo), Associação dos Amigos do Instituto Histórico (Tânia Amaro), CRPHDC (Marlucia Santos de Souza), CEPEMHEd (Marcia Montillio), APPH-CLIO (Antonio Augusto Braz), Mitra Diocesana (Alexandre Barros Rosário) e Assembléia de Deus (Marcia Regina de Almeida Lourenço). Alunos da Unigranrio assessoraram a coordenação do evento, juntamente com o professor Hugo Moreira Lima, diretor da AMISHCA.



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