sexta-feira, 2 de junho de 2017

O cego está no mar - Poesia Concreta

A poesia concreta sempre me atraiu, desde os tempos do Barrulho Cultural, fui aprendendo a gostar da forma de expressão visual e da sonoridade da poesia dos irmãos Campos. Fui apresentado ao gênero por David Macedo, Paulo Kamikze e Eduardo Ribeiro, que faziam poemas concretos. No meu livro dedico uma parte dele a esse gênero com o qual me identifico.



O poema concreto  foi publicado no meu livro "Manual Prático para uso de Objetos Sensíveis", editora Autografia , 2016.
O livro encontra-se  a venda no site da Livraria Cultura:
http://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-nacional/poesia/manual-pratico-para-uso-de-objetos-sensiveis-46567484

Texto extraído do site Todamatéria.

A poesia concreta (ou poema concreto) tem início com o movimento de vanguarda concretista no século XX. Lembre-se que o concretismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu na Europa.
No Brasil ele despontou em meados da década de 50, mais precisamente em São Paulo na “Exposição Nacional de Arte Concreta”, ocorrida no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1956.

No país, o concretismo foi fundado por Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos (ou "irmãos Campos"), grupo chamado de “Noigandres”. Mais tarde eles produziram a revista literária que levava o nome do grupo.

O movimento propunha uma nova linguagem literária, no entanto, ele não se restringiu somente ao campo literário, apresentando também diversas manifestações na música e nas artes plásticas.
A poesia concreta, também chamada de poema-objeto esteve voltada para a exploração dos aspectos gráficos, donde o escritor pretendia preencher o espaço em branco oferecido pelo papel, mediante uma íntima relação entre a palavra, a sonoridade e a imagem.
Por esse motivo, a poesia concreta é visual, vanguardista e não-formal sendo, portanto, destituída da estrutura poética de metrificação e versificação.

Esse tipo de estrutura poética foi explorada no movimento moderno e até os dias de hoje é utilizada por diversos escritores e músicos contemporâneos, por exemplo, Arnaldo Antunes.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/poesia-concreta/

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