segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Globo desconhece realidade cultural de Duque de Caxias

Em matéria publicada neste domingo o Jornal O Globo, diz que na cidade de Duque de Caxias, não possui nenhum equipamento cultural. O jornal que è um dos maiores do país comete um grave erro e mostra mais uma vez sua linha editorial voltada para assuntos somente da capital em detrimento das outras cidades do Estado. Os editores do jornal poderiam dar uma pequena volta na cidade para conhecer o que cidade tem e conhecer um pouco da sua rica cultura.

Abaixo a matèria publicada no site do jornal.

Sem acesso à cultura: no Brasil, só 9,1% dos municípios têm cinemaCarolina Benevides

    RIO - Aos 15 anos, Mayra Meireles é quase uma adolescente como qualquer outra: ainda tem cara de menina, sorri timidamente, começa respondendo qualquer pergunta falando "não sei" e faz caras e bocas ao tentar explicar seu ponto de vista. A diferença entre ela e muitos adolescentes brasileiros é que Mayra afirma que "não tem sonhos". Talvez seja, explica, porque nunca esteve numa sala de cinema - "a claridade é só da tela, né?" -, nunca entrou num teatro, nunca viu um show - "gosto do Sorriso Maroto e do Belo" -, nunca teve a chance de se aventurar nas páginas de muitos livros - "Biblioteca? Nunca fui. Só li a Bíblia e um livro do Vinicius de Moraes, que gostei" - ou esteve no circo. A menina, que nasceu em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e foi criada no bairro Chapéu do Sol, em Xerém, na Baixada Fluminense, é a caçula de uma família - pai, mãe e dois irmãos - que também nunca esteve em nenhum desses lugares.
    (Qual deve ser a prioridade dos próximos governantes na área de cultura?)
    (Confira outras reportagens da série 'Como Vivem os Brasileiros')
    - Não fui criada vendo filmes, ouvindo música ou saindo para passear. Meu pai gosta de ficar em casa e minha mãe nunca teve ânimo nem para nos levar ao circo, que vinha raramente para a cidade. Então, vivo com os pés no chão, sei qual a minha realidade. Vou à escola, namoro, às vezes vou ao Sítio do Zeca (Zeca Pagodinho, filho ilustre de Xerém) para andar a cavalo e vejo um pouco de TV - conta Mayra, que vive numa cidade sem cinema, teatro, biblioteca ou museu.
    No Brasil, segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), feita pelo IBGE em 2009, apenas 9,1% dos municípios têm sala de cinema. Ao todo, 23,3% contam com museus, e bibliotecas públicas estão presentes em 93,2%. Outros dados do IBGE, esses de 2006, mostram que só 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez por mês, que 92% nunca frequentaram museus e 93% nunca estiveram numa exposição de arte.
    Leia a íntegra desta reportagem em O GLOBO Digital (somente para assinantes)

2 comentários:

Huayrãn Ribeiro disse...

Está na hora da Secretaria de Cultura (já que o tema é cultura) começar a trabalhar no sentido de divulgar mais, promover mais a arte e a cultura de Duque de Caxias para que um absurdo como esse não se repita.
Se não fosse a ação de um pequeno grupo de abnegados com seus blogs, sites e jornais de bairro – a situação seria muito pior.
Não é só o jornal O GLOBO que desconhece a cultura de Duque de Caxias…
Duque de Caxias desconhece a cultura de Duque de Caxias…
A arte e a cultura de Duque de Caxias precisam sim de mais (muito mais) promoção e divulgação….
O trabalho de formiguinha desses abnegados (já citados) carece de um apoio substancial de todas as esferas governamentais…
A arte e a cultura de Duque de Caxias tem que estar na boca do povo, na boca da massa, caso contrário vamos ter que engolir matérias como essa…
Até um trabalho de mobilização do povão para repudiar essa matéria fica difícil porque o cidadão de Duque de Caxias desconhece a cultura do seu próprio município justamente porque falta um trabalho de massificação de todos esses equipamentos culturais….
Falta um trabalho de massificação da literatura feita em Duque de Caxias…
Falta um trabalho de massificação de nossos pintores…
Falta um trabalho de massificação do teatro que se faz em Duque de Caxias…
Falta um trabalho de massificação da música, dos compositores de Duque de Caxias…
Falta um trabalho de massificação da história do próprio município…
Falta um trabalho de massificação dos grandes nomes que trabalharam para o crescimento de Duque de Caxias…
Falta um trabalho de massificação de nossas festas populares…

Duque de Caxias não é só o PRIMEIRO DISTRITO…

Quando me refiro a um trabalho de massificação – quero dizer nos quatro cantos de Duque de Caxias…
Levar a arte e a cultura (de qualidade) direto pras comunidades, nas comunidades…
Ocupando todos os espaços possíveis…
As nossas praças (por exemplo) eram pra ser ocupadas pelos nossos poetas, pintores, músicos e as diversas manifestações folclóricas, e o que é que encontramos pelas praças a fora?
Tráfico de drogas, prostituição, vandalismo – justamente porque falta um trabalho de massificação da nossa arte e da nossa cultura.

Quando o cidadão duquecaxiense conhecer o seu próprio município, tudo vai ser diferente…
Isso depende (hoje) muito mais da Prefeitura de Duque de Caxias que está com a faca e o queijo nas mãos…

Está esperando o quê?

Anônimo disse...

95% dos jornalistas de O Globo sequer sabem onde fica o Méier ou Bangu. Nasceram e foram criados na Zona Sul. Como vão saber algo sobre a Baixada?

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