segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Arqueólogos resgatam história do Terreiro de Joãozinho da Goméia

Termina nesta sexta-feira (14/08), a primeira fase do projeto de escavação arqueológica por alunos e professores da UFRJ no terreno do bairro Vila Leopoldina onde, durante décadas, funcionou o terreiro de candomblé do babalorixá Joãozinho da Goméia. O terreno que pertence ao município poderá se transformar em um Centro Cultural no ano que vem. A segunda campanha está prevista para os meses de março e agosto do ano que vem. Até lá a área será guardada pela prefeitura parceira do projeto. 
Durante o trabalho dos arqueólogos já foram encontrados objetos e utensílios do terreiro como contas, cachimbos, colares e cordões feitos com tecidos, vidros de remédios e perfumes, além de restos de amianto que cobriam o terreiro. O trabalho faz parte da pesquisa de doutorado do arqueólogo Rodrigo Pereira e de alunos de mestrado da UFRJ, e está sendo orientado por professores da coordenação de graduação em arqueologia do Museu Nacional de UFRJ.

Segundo Rodrigo Pereira, a motivação para a tese foi a "excepcionalidade do terreiro e pela importância de Joãozinho da Goméia para a cidade de Duque de Caxias e para o Candomblé". Segundo o arqueólogo, essa é uma das primeiras experiências de escavação de um terreiro de Candomblé no Brasil e a primeira no Rio de Janeiro.
“Esse trabalho é muito importante para a cultura do município e o primeiro em um terreiro de candomblé no Brasil”, destacou o secretário de Cultura Jesus Chediak que viu de perto parte dos objetos que já foram encontrados pelos arqueólogos da UFRJ.
Já foram descobertos o quarto do caboclo e o piso do salão principal do terreiro que recebeu muitas personalidades e autoridades como Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, e os cantores Marlene e Dorival Caymmi. Joãozinho da Goméia chegou ao Rio de Janeiro em 1946 e faleceu em 1972.



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