quarta-feira, 5 de novembro de 2014

EXPOSIÇÃO SOBRE A ÁFRICA É ATRAÇÃO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL NO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O Dia Nacional da Consciência Negra será comemorado no dia 20 de novembro. Dentro dos eventos dedicados à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade e as lembranças da resistência à escravidão, a secretaria municipal de Cultura e Turismo está promovendo a exposição “Kumbukumbu: África, memória e patrimônio”, na Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola, no Centro. A mostra permanente apresenta 185 objetos do acervo de 700 peças pertencentes ao Museu Nacional/UFRJ, trazidas de diferentes partes do continente africano, entre 1810 e 1940, e acrescida de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil, entre 1880 e 1950. A visitação poderá ser feita durante todo o mês de novembro de 9h às 17h, de segunda à sexta-feira.
A exposição já atraiu mais de 1.500 pessoas entre adultos e crianças
“Esta exposição do Museu Nacional é extremamente concorrida. Conseguimos trazê-la para Duque de Caxias, antes que ela fosse para Londres. Nossa ideia era deixa-la aqui somente no mês de outubro, mas resolvemos estender para novembro devido à importância do mês e de toda a influência negra na cultura brasileira. Tivemos que inclusive renovar o seguro da exposição devido a sua grande importância. No primeiro mês tivemos mais de 1.500 presenças entre adultos e alunos das redes municipal, estadual e privada”, destacou o diretor da Biblioteca Municipal, Antônio Carlos de Oliveira. Vale ressaltar que a Baixada Fluminense tem uma forte ligação com a África constituída por muitos afrodescendentes.
A exposição é uma viagem pelo túnel do tempo da África desde o século XIX
Os visitantes poderão contemplar, ainda, parte da coleção da antropóloga Heloisa Alberto Torres (1895-1977), diretora do Museu Nacional entre 1940 e 1950, com objetos adquiridos nas principais casas de candomblé do recôncavo baiano. O destaque desta coleção são os alaka, tecidos africanos feitos em tear e trazidos da costa ocidental para o Brasil. O Museu Nacional preserva uma variada coleção de objetos que guardam as antigas técnicas de metalurgia e o conhecimento da arte da escultura em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos. Outro destaque é a coleção de orixás esculpidos em madeira, obra do artista popular Afonso de Santa Isabel.
KUMBUKUMBU
Kumbukumbu é uma palavra da língua swahili usada para objetos, pessoas ou acontecimentos que nos fazem pensar sobre o passado. Kumbukumbu nos alerta sobre a dimensão do passado que abre um caminho para o futuro por isso é usada nos museus para destacar a ideia de memória e o patrimônio. O swahili é uma língua amplamente falada na África oriental e sul que resulta de uma mistura do árabe, línguas estrangeiras e nativas. Por sua flexibilidade tornou-se a principal língua de interação dos povos no interior do continente africano. Pode ser traduzida para patrimônio e memória.
O evento é uma iniciativa das secretarias municipais de Cultura, Turismo e Educação, em parceria com o Museu Nacional/UFRJ, Museu Vivo São Bento, Fundação Educacional Duque de Caxias (Feuduc), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e doConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A exposição Kumbukumbu África Memória e Patrimônio ficará durante todo o mês na Biblioteca Municipal
SERVIÇO
Exposição: “Kumbukumbu: África, memória e patrimônio”.
Local: Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola – Praça do Pacificador, s/n, Centro – Duque de Caxias.
Período: Novembro.
Horário: Segunda a Sexta-feira – 9h às 17h.

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