quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Unigranrio realiza encontro internacional sobre memória, conflito e trauma com ênfase no Holocausto

A Unigranrio/Caxias promove nos dias 7 e 8 de novembro evento internacional “Seminário Imagemno: Memória, Conflito e Trauma”, que colocará em reflexão as histórias sobre campos de concentração e requalificação de problemas gerais da humanidade. Dia 7, às 10h, Tereza Wontor-Cichi, diretora do Memorial de Auschwitz na Polônia, proferirá conferência “A história do surgimento de Auschwitz e suas transformações no decorrer do último século”. A mediação será do historiador da Unigranrio/Universidade de São Paulo (USP), José Carlos Sebe Bom Meihy. Ainda neste primeiro dia, o fotógrafo profissional Fred Schiffer, diretor da Escola de Ciências Sociais Aplicadas da Unigranrio, inaugura mostra fotográfica ‘Revisitando os campos de concentração – traumas e memórias”, com imagens sobre o Holocausto. Local: Auditório principal da Unigranrio, Rua Prof. José de Souza Herdy, 1.160, bairro 25 de Agosto, Duque de Caxias (RJ). Entrada franca

Esse encontro promovido pelo Grupo de Pesquisa Imagens, Memórias e Narrativas Oníricas – Imagemno, juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes (PPGHCA), departamento de comunicação da Escola de Ciências Sociais e Aplicadas (ECSA) e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Propep) conseguiu reunir representantes de diferentes áreas do conhecimento, que apresentarão resultados de suas pesquisas mais recentes em torno dos temas desse Seminário. Historiadores e cientistas da Unirio, UFF, UFRJ, USP, Fiocruz, Unisuam, Unesa e Unigranrio já confirmaram presença nesse Seminário.  

Patrocínio: Shopping Unigranrio. Apoios: Consulado Geral da República Federal da Alemanha/Rio de Janeiro, Goethe Institut, Faperj, State Museum Auschwitz-Birkenau, Foto Galeria Imã, Stylus Formatura e KKL Brasil (Keren Kayemet LeIsrael/Fundo Nacional Judeu).

É claro que, tomando como ponto de partida o drama do Holocausto e seus desdobramentos, os participantes atuarão durante palestras acerca da temática geral, em situações de conflitos e marcas, expressos em diferentes quadrantes, em particular na África e América Latina/Brasil.  Acompanhe a programação, a seguir:

Dia 7 de novembro

9h – Credenciamento em frente ao auditório.
10h30 –Tereza Wontor-Cichi, diretora do Memorial de Auschwitz na Polônia, estará à frente da conferência “A história do surgimento de Auschwitz e suas transformações no decorrer do último século”.
As marcas da perseguição e extermínio de judeus e minorias que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e em outros países da Europa, como Holanda, Polônia e República Tcheca, podem ser vistas ainda hoje em algumas cidades que dedicam museus, cemitérios e até bairros inteiros à memória do Holocausto. Campos de concentração desativados tornaram-se pontos de visitação para turistas interessados nesse período da história do século 20. 

Reflexos da escuridão da guerra e dos ecos da violência em campos minados de ódio.


Tereza Wontor abordará fatos relativos às marcas da perseguição e extermínio de judeus e minorias que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e em outros países da Europa, como Polônia, República Tcheca e Holanda, além do Memorial que guarda materiais e documentos dessa trágica história. Teresa pontuará sua palestra com fotos e com seu vasto conhecimento de historiadora narrando sobre a política, os prisioneiros que desembarcavam em Auschwitz após viagens que chegavam a durar cerca de dez dias em vagões de gado, por mais de 2.400 quilômetros, em que grande parte dos idosos e crianças morria.
A História que tentamos esquecer tem uma marca talhada pelo tempo: mais de 1 milhão de pessoas foram executadas, somente em Auschwitz, entre 1940 e 1945. 

Tereza Wontor também discorrerá sobre os assassinatos nas câmeras de gás, as marcas da perseguição, a triagem daqueles que iriam trabalhar exaustivamente até a morte, as tatuagens no braço dos prisioneiros, o governo nazista de Adolf Hitler, a tortura diária imposta por eles, as epidemias, as condições de total ausência de higiene, a fome nos presídios e as marcas gritantes do Holocausto. A maioria das vítimas no campo de concentração era judia, porém, homossexuais, ciganos, presos políticos, testemunhas de jeová, poloneses, ativistas de esquerda e doentes com problemas psíquicos ou físicos também estavam entre os prisioneiros. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas foram executadas, somente em Auschwitz, entre 1940 e 1945.  
Mediação: será do historiador José Carlos Sebe Bom Meihy, da Unigranrio/Universidade de São Paulo (USP). 
Tradução: Cleonice Pugian e Fred Schiffer.
Tarde: Mesa 1: Memórias e Testemunhos – com a professora Sofia Débora Levy (Unirio). Ela é psicóloga, autora do livro “Sobre Viver” e responsável pelas entrevistas da Shoah Foundation (RJ).

Tema: A incredulidade nas vivencias traumáticas no Holocausto: desprezo dos algozes, choque nas vítimas.
Mediação: Professora Jacqueline Lima (Unigranrio).
15h – Fred Schiffer inaugura mostra fotográfica ‘Revisitando os campos de concentração – traumas e memórias”, com imagens sobre o Holocausto.



8 de novembro

Local: Cinema 1 Unigranrio, no segundo piso do Shopping Unigranrio.
Manhã:
9h30m – Mesa 1: Conflitos em Imagens.
Apresenta diferentes possibilidades da utilização da imagem como artifício que integra as narrativas de conflito articulando de formas muito específicas a relação texto e imagem.
Professores: Anna Paula Lemos (Unigranrio), Joaquim Oliveira (Unigranrio), Ângela Roberti (Unigranrio) e Kátia Lérner (Fiocruz).
10h40m – Mesa 2: Entre textos e contextos – literatura e imagem na África Lusófona.

Debate entre diferentes análises voltadas para a produção artísticas dentro da literatura, da pintura e do cinema oriundos dos países africanos lusófonos. As relações entre criação artística e reconstrução de contextos de conflito estão no cerne das investigações críticas.
Professores: Vanessa Ribeiro Teixeira (Unigranrio), Érica Cristina Bispo (IFRJ) e Maria Geralda de Miranda (Unisuam).
Tarde:
14h – Mesa 3: Dores Latinas, rompimentos constitucionais e a aplicação cidadã dos Direitos Humanos.
Como os diversos matizes do conhecimento humanístico e social aplicado levam a construção de sistemas políticos e da mesma forma ao rompimento, gerando traumas e dores para as respectivas sociedades afetadas pelo autoritarismo e ditaduras.
Professores: Carla Gonçalves (Unesa e Unigranrio), Edna Raquel Rodrigues (UGF e PPG/Unesa), Édson Medeiros (Unigranrio), Eduardo Heleno Jesus dos Santos (Dep. De Estudos Estratégicos e Relações Internacionais – UFF), Leonardo Figueiredo Barbosa (UFRJ, membro da International Association for the Philosophy of Law anda Social Philosophy e da Associação Brasileira de Filosofia do Direito e Sociologia do Direito).
15h – Mesa 4: O trauma como narrativa: experiências.
Apresentação de possíveis narrativas sobre o Holocausto vindas da Literatura e da Psicologia, passando pela Memória Social. De caráter interdisciplinar, os autores apresentarão suas experiências de narrativa e memória, a partir da discussão entre o ficcional e a realidade como formas de compreensão do mundo.
Professora: Susana Costa (Unigranrio) – Sentimentos do mundo: a poesia de Carlos Drummond de Andrade e as memórias da guerra.
Professor Idemburgo Frazão (Unigranrio) – Ficção e memória da II Guerra Mundial no modernismo brasileiro, uma poética bélica?
Mediação: Jacqueline Lima (Unigranrio). 



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